GRUPO ZUMB.BOYS APRESENTA ‘O QUE SE ROUBA’ NO TEATRO FLAVIO IMPÉRIO

Em setembro, os Zumb.boys apresentam o espetáculo “O que se rouba” no Teatro Flávio Império e propõe uma reflexão sobre o que pode ser roubado em nossa sociedade. Ótima oportunidade de conhecer um trabalho feito exclusivamente por b-boys, que recentemente foi contemplado pela segunda vez consecutiva com o edital de Fomento à Dança no Estado de São Paulo.

ESPETÁCULO DE DANÇA COM B-BOYS NA ZONA LESTE

Nos dias 23, 24 e 25 de setembro, o Grupo Zumb.boys apresenta o espetáculo de dança “O que se rouba”, no Teatro Flavio Império e convida o público da Zona Leste para conhecer este projeto que propõe uma reflexão sobre o que pode ser roubado em nossa sociedade atual. Para a criação de “O que se rouba”, o grupo realizou uma pesquisa minuciosa sobre o tema “roubo” e também se permitiu ser influenciado por outras linguagens artísticas, potencializando seus experimentos para levar conceitos de danças urbanas para o palco.

Partindo da pesquisa sobre a movimentação urbana e como explorar o espaço cênico tendo a cidade como referência, surgiu o desejo de se aproximar de indivíduos que tinham por escolha um comportamento especifico que fugisse dos padrões estabelecidos em sociedade: o ladrão. Refletindo sobre questões que determinam suas ações e tomando o contexto de um infrator como fio condutor para uma investigação corporal, o grupo criou o espetáculo “Ladrão”, que estreou em 2014. Neste trabalho, o grupo compreendeu um pouco do que acontece nesse cenário, buscando pontos de vista sobre as regras de convívio social e razões que influenciam a decisão pelo roubo.

O segundo passo desta pesquisa, foi direcionar o olhar para questionamentos levantados durante os estudos de campo realizados. Contemplado pelo 17° Edital de Fomento à Dança de São Paulo, o grupo deu continuidade a pesquisa anterior sobre o ladrão, observando o mesmo tema, sobre uma nova perspectiva. Deparou-se com angustias e reflexões que ganharam espaço, e se tornaram necessárias como questionamentos no processo de construção da obra. Dividindo sua pesquisa em segmentos, dialogou com ladrões, policiais, sociólogos, advogados e filósofos, propondo uma reflexão sobre o que se rouba hoje em nossa sociedade, ponderando variadas possibilidades de roubos, ampliando a discussão e indo além do roubo material:

“A nossa intenção é expor tudo o que pode ser roubado e não nos ater apenas aos roubos materiais. Roubos imateriais, certamente são roubos concretos e de reverberações tão “violentas” quanto qualquer outro. O grande roubo nesse caso, para nós é o roubo do possível. Quando a sociedade diz a um indivíduo onde ele precisa chegar, mas não apresenta condições e recursos para que ele possa ir, como uma educação de qualidade, hospitais, segurança pública, ela está roubando o desenvolvimento desse indivíduo. É desse roubo das possibilidades de poder construir e de poder ser, que estamos tratando. O roubo da oportunidade, da infância, da vida, dos sonhos, do direito a igualdade” – explica Márcio Greik, diretor do grupo Zumb.boys.

A montagem faz uma analise, através da dança,  sobre o desejo de ‘querer ter’ do ser humano. Fala sobre a necessidade em pertencer a algum lugar, de ser parte de algo. Os vários tipos de bens matérias e imateriais que a pessoa pode roubar, mesmo que não perceba que esteja fazendo isso. As ideias, os amores, a educação e os direitos humanos. Propõe uma reflexão sobre o surgimento dessa necessidade tão grande de ter para si, alguma coisa ou até mesmo alguém.  De onde vem o incentivo ao consumismo, que acaba sendo a maior motivação para o roubo.

O cenário é o de uma prisão imaginária que remete o público às várias prisões imateriais com as quais lidamos no cotidiano: “Você não está preso fisicamente, mas está preso a um modo de existir, que muitas vezes não te permite arriscar e se libertar de amarras abrigadas em demarcações invisíveis.” – complementa Márcio. A composição da trilha sonora é de Ana Fridman, compositora e pianista de formação erudita e popular, que trabalhou por oito anos com o bailarino e coreógrafo Ivaldo Bertazzo, tem trabalhos com o grupo Barbatuques, entre outros renomados grupos. Quem assina o figurino é João Pimenta, estilista com desfiles na Casa de Criadores, São Paulo Fashion Week, que trabalha com a desconstrução da roupa masculina, através de pesquisas históricas e explorando diversos tipos de tecido. Com um currículo extenso de figurinos, já trabalhou com o Balé da Cidade, banda indie Bonde do Rolê, rapper Emicida, entre outros.  O projeto contou com a colaboração artística de Ana Teixeira, consultora de dança Contemporânea do SESC TV, pesquisadora da Enciclopédia Itaú Cultural de Dança e atuou como bailarina em companhias como Balé da Cidade de São Paulo e Staats Theatre de Kassel, na Alemanha.

O Grupo Zumb.boys apresenta um trabalho inédito na cena do breaking e hip-hop, promovendo o encontro e o diálogo com diferentes linguagens lapidando o espetáculo, expandindo as possibilidades de investigação corporal e corroborando com novas estruturas de pensamento criativo, valorizando a cultura de danças urbanas, fortalecendo a cena e elevando seu patamar de pesquisas nessa modalidade. O espetáculo “O que se rouba” será apresentado no Teatro Flávio Império, nos dias 23, 24 e 25 de setembro, com ingressos gratuitos. Para mais informações acesse: www.facebook.com/grupozumbboys / www.zumbboys.com / www.instagram.com/zumb.boys

SINOPSE

“O QUE SE ROUBA” faz uma analise sobre o desejo de querer ter do ser humano. Fala sobre a necessidade em pertencer a algum lugar, de ser parte de algo. Os vários tipos de bens matérias e imateriais que a pessoa pode roubar, mesmo que não perceba que esteja fazendo isso. As ideias, os amores, a educação e os direitos humanos. Propõe uma reflexão sobre o surgimento dessa necessidade tão grande de ter para si, alguma coisa ou até mesmo alguém.  De onde vem o incentivo ao consumismo, que acaba sendo a maior motivação para o roubo.

Duração: 45 min  – Ingressos gratuitos – Recomendação livre

QUANDO: 2324 e 25 de setembro – sexta e sábado às 20h. Domingo às 19h.

Onde: Teatro Municipal Flávio Império – R. Prof. Alves Pedroso, 600 – Cangaiba, São Paulo – SP

Foto: Kelson Barros
Foto: Kelson Barros

O QUE SE ROUBA – PRÓXIMAS APRESENTAÇÕES

de 27 a 30 de outubroCentro Cultural Olido – Sala Paissandu – Av. São João, 473 – Centro, São Paulo – SP – de quinta a sábado às 20h. Domingo às 19h

FICHA TÉCNICA

Direção Geral: Márcio Greyk. Intérpretes Criadores: Danilo Nonato, David Castro, Márcio Greyk e Guilherme Nobre. Consultoria de pesquisa: Ana Teixeira. Professores de Técnicas: Flávio Rodrigues, Hugo Campos e Maristela Estrela. Figurinos: João Pimenta. Trilha sonora: Ana Fridman e Eder Rocha. Operador de som: Alex Araújo. Design de Luz: Alexandre Zullu. Técnico de Iluminação: Renato Lopes. Assessoria de Imprensa: Luciana Gandelini. Produção: Kelson Barros [Cazumbá Produções Artísticas]. Fotos: Mari Turco e Kelson Barros

Contato Assessoria de imprensa: Luciana Gandelini // Cel: 99568-8773 // lucigandelini@gmail.com

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