Nota de repúdio ao B.Boy Hell da Killafun de Sergipe (FNMH2)

nota de repudioA Frente Nacional de Mulheres no Hip Hop, bem como lideranças e parceiras, vem, por meio desta, manifestar seu total repudio ao ato bárbaro, machista e covarde envolvendo o B.boy Hell da Killafun.

No ultimo domingo (31), durante uma Cypher em Pirambu-SE, Wader Santos – B.boy Hell, colocou seus dedos na parte intima da B.girl Dih Ferreira – Flow Minas. Ao presenciar tal violência, a B.girl Ariane Passos tentou intervir e também foi agredida por Hell.

É INACEITAVEL que mulheres sofram este tipo de violência dentro de uma cultura que luta contra todas as mazelas da sociedade. Nossa indignação aumenta ao saber que nenhum homem se manifestou na hora do ocorrido, isto só prova o quanto é necessário nossas ações.

Não iremos tolerar esta violência, as medidas cabíveis serão tomadas, mas para alem disto, cobramos uma posição de todos, homens e mulheres do Hip Hop.

As violências sofridas por mulheres dentro do movimento estão aumentando e os integrantes seguem fazendo vista grossa com as atitudes dos parceiros, isso é inaceitável. Fazemos um chamamento para o combate às agressões e eliminação da participação dentro do movimento pois não pode passar impune.

Se o Hip Hop salva vidas, o machismo dentro dele tem permitido que algumas não sejam tão seguras assim e isto foge totalmente da regra.

Reforçamos aqui que a Frente Nacional de Mulheres no Hip Hop não medirá esforços para acabar com este mal dentro da cultura que tanto amamos.

Todo nosso apoio às B.girls Dih Ferreira, Ariane Passos e todas as mulheres vítimas de violência e machismo.

O Hip Hop deve ser integrado por pessoas que entendem que lutar por uma sociedade mais justa é lutar por quem da vida a ela, as mulheres devem ser respeitadas.

Exigimos manifestação da Crew na qual ele faz parte e da organização do evento.

Por conta das recentes acusações o Afrika Bambaata foi afastado por tempo indeterminado da Zulu Nation. Se um dos mestre da nossa Cultura foi repreendido por seu erro de conduta, fica o alerta a todos os outros que não temos pessoas intocáveis e que nossas instituições não podem ser omissas.

Assinam este manifesto:
FNMH2
Portal de Mulheres no Hip Hop
Hip Hop Feminino
Nação Mulher
Respeita as Mina tiu de São Paulo
Nação Hip Hop Brasil
Margens
FNMH2 de Sergipe
288 a Quadrilha
André Humberte
Carta 1
Crônica Mendes
Daniel Barioni
Associação Cultural e Educacional Movimento Hip Hop Revolucionário – MH2R
Instituto Ganga Zumba – IGZ SP
Rede Quilombação anti racista
Casa da Cultura Hip Hop de Barreto
D’Origem
Hip Hop Mulher
Conexão entre elas
MC Kamau
MC Who
Roneyoyo o guardião
Casa de Hip Hop Santa Cruz
Flor Marias
Batalha Final
Di Função
Banks Back Spin
RPW
Carla Zulu
Preta-Rara
Lunna Rabetti
Marcia Rimação
DJ Naves
Xandão Cruz
Man_noel – Filosofia de Rua
Rose MC
Vanessa Soares
Agô Performances Negras
Graffiteiras Nordestino
André Bidu
Karina Mendes
Alex Street
Mercedes Camilo
NvRap – Cultura HipHop em Viçosa-Minas Gerais
BSB.Girls Crew
Guilherme Botelho – SUATITUDE (Sindicato Urbano de Atitude)
Ding Disc Jóquei
Crew Die Hard Crew – SP
King Nino Brown
Associação Metropolitana de Hip Hop em Pernambuco
Ricardo Garcia
ADR Crew – Natal
Betinho Zulu
Batalha dos Trilhos – Jacareí
Coletivo Nego Prettu – Jacareí
Circuito de Arte Urbana – Jacareí
Todyone
Ytalo Pereira
WellingtonSLIM – Coordenador Estadual da Nação HipHop Brasil Pernambuco

Texto da Página FNMH2 : https://www.facebook.com/FrenteNacionalMulheresNoHipHop

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