CONTRA AÇÃO #03 – RAPAZ, VOCÊ DEVIA IR NO FAUSTÃO!

Texto de Iago RodriguesRAPAZ

Poste atrasado, porém como – ainda – tenho poucos leitores, isso não importa. Champz não tenha preguiça de ler, garanto que vale a pena, senta ai na cadeira direito, acende a luz e leia com calma. Se curtir a ideia e achar que ela vale a pena ser compartilhada, use o botão mágico do facebook de mesmo nome. Ou faça mais, compartilhe pra alguém numa conversabla, bla bla bla, eu termino a frase do jeito que eu frango!


Não há diretamente problema algum em ir a TV. Toma essa jovem! Pra começarmos já tome também o aviso depois do próximo ponto final. Para não se alongar em partes que não devem ser alongadas, falarei as penas nos entornos do “porque os leigos acham que nossa única via de acesso ao sucesso profissional é a TV”? Esqueça as interrogações (enquanto lê) de valores de Cachê ou do festival de informações errôneas divulgadas pelo tubo de cores, que contribuem para a formação de estereótipos superficiais comerciais – todas as danças são Break e aparentemente gostamos paCarai de dançar ao som de 50 Cent. Isto ainda(como eu sempre alerto) hão de dar outros textos.

O que vamos calibrar é sobre os leigos. Então deixa aquele soul house baixinho, de leve, ai no soundcloud, e curte o texto.

Tudo começa lá antigamente, no ano de “mil novecentos e as pessoas sempre falaram merda” A.C. Nada de mal há em ser leigo – repito – ao final todo o mundo somos em diversos assuntos, não é uma condição em que se entra, é uma em que estamos antes de obter informações. Entre as linhas e tantos, o problema da leigodade está quando nós – quando digo nós, é sobre eu e você leitor – fazemos a coisa estupidamente irritante que faz aparentemente ser leigo coisa pejorativa: Falar, conversar e ainda por cima argumentar coisas quais não entendemos porra nenhuma. Não bastando ainda, conciliar a pachorra de ser convicto ao conversar naquilo que muito pouco se sabe. E nessa hora falar vira um ato de emissão de barulhos, um ato de precisar acabar a frase sendo o campeão mundial dos idiotas – superando até o kiko!

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Exagerei? Seja sincero cara, é na realidade tudo isso ai acima e mais um pouco… Quantas vezes fazemos ou ficamos tentados á falar sobre algo que não sabemos? Mas, via dos “mas”, suspeito que eu tenda muito para o pessimismo. Mudo a forma para a mais leve aqui em baixo, tão mais leve que vou até usar anedota para ajudar a explicar. Siga-me os bons;



JJJ

Opinião é um ato de comunicação, quando opinamos dizemos algo sobre alguma coisa, de alguma forma ou sob algum aspecto com o objetivo de exprimirmos nosso  estado perante a coisa julgada. Opinar tem a ver com o seu modo de ver. O mundo é do tamanho dos seus olhos e dez vezes maior pelos seus ouvidos.

Essa redundância serve á entendição. Pensemos numa história, a que você e seu amigo, o Joca – o Joca é foda mano – estão olhando para duas paisagem do cume de uma montanha, você olhando para o norte, e o Joca olhando para o sul. Ao perguntar a vocês o que acham da vista, os dois afirmam que é deverás bonita. Os dois tem a mesma opinião sobre coisas diferentes. Opinar é avaliar um aspecto, no caso da paisagem foi o aspecto da beleza, e segundos os parâmetros de beleza de cada um, os dois consideraram ‘bonito’ um adjetivo convincente pra exprimir o que sentiam.

Se eu disser que os dois não podem se virar, e perguntar a você o que acha da paisagfvyu
em que Joca está vendo, o que você responderia? Provavelmente, já que confia no Joca, baseando-se na opinião dele,  e levando em conta que a outra paisagem está bem próxima, você também diria: é bonita! Agora a surpresa após a virgula, quando pergunto ao Joca – que não é trouxa – e não confia nem em mim, nem em você, ele responde: “não sei”.

Já introduziado o assunto e algumas dúvidas, segue os pontos. Pontos para entendermos a questão do leigo achar que o cume do sucesso de um dançarino é a tv:

  • Baseamos nossa opinião em preferências, estes são derivas de nosso repertório de vida – as coisas que vimos, ouvimos, lemos, interagimos etc; logo só podemos opinar a partir do mundo que conhecemos; na anedota acima você opinou sobre a paisagem a partir do momento que olhou a paisagem e inconscientemente, comparou o aspecto ‘beleza’, com todas as coisas que já viu, da mais feia a mais bela (estética é uma palavra que merece ser estudada), e de algum jeito, colocou a paisagem nesta escala.

Quando o leigo diz para irmos á tv, não está errado. Pra ele é o único lugar em que vê dançarinos tendo algum tipo de atenção e “prestígio” fora do repertório em que geralmente vê pessoas dançando: a sobrinha ou filhos dançando na festa de aniversário, o axé em festas de família, ou quando muito, dançarinos em algum clube. Lembrando ainda que na grande maioria das vezes os dançarinos aparecem na tv para ganhar dinheiro no palco/ato, em programas de “talentos” ou coisas do tipo – não é critica a quem vai, eu até concordo, mas é um fato. Este repertório é o que a maioria dos leigos tem, segundo o IRCEI – “Instituto Iago Rodrigues de Chutes e Estatísticas Inventadas” – cerca de 97% da população brasileiras pensa assim. O leigo, assim como qualquer pessoa, sobre qualquer assunto, compara as coisas que vê, pelos seus parâmetros.

E o sucesso de um dançarino? Sabemos que o senso comum comunica, ou melhor, o senso comum grita que o sucesso profissional é unicamente ligado á ganhar muito dinheiro e/ou ser famoso pelo que faz. E onde os dançarinos podem ganhar muito dinheiro e se tornar “famosos” para o leigo?

  • Podemos assumir posturas e interpretar as coisas – de certo modo – pela opinião de outra pessoa,  associando com o que conhecemos ou ainda pela intuição; Quando eu perguntei a você sobre a paisagem que não viu você disse que era bonita, pois o Joca disse que era bonita, e intuitivamente, entendendo que a paisagem que você não vê estava bem próxima da paisagem que você via, fazia sentido ela também ser bela.

Você sabe o que o leigo sabe? Pensa bem, o que ele pode dizer sobre dança, danças urbanas, sobre um movimento, sem ser algo como: Dança muito em! Ele é dono de algumas poucas informação, murradas pela tv. O problema de aprender com a tv é aquele lance do dinheiro, que só interessa á ela, gastar tempo pesquisando? pra quê, se você pode chamar um ator da sua emissora, que além de dar audiência, faz jabá da programação ou resolver aquela matéria de 10 minutos pra fechar a programação em 5 minutos na primeira página do Google.

Recebo a informação, pouca informação e partir dela posso induzir (expandir) outras informações, a partir da prática do raciocínio e da associação. Isto é um modo de usar o pouco, agora, a preguiça é foda. Não é critica exata sobre a preguiça de pensar – leitor dançante, abomine a preguiça de pensar – o leigo não tem nenhum tipo ou tipos de obrigação pra fazer isso, mais fácil é optar pelo menos difícil, intuitivamente: generalizar aquele pouco.

  • Podemos aceitar ou não determinada informação dependendo da credibilidade da fonte – a confiança;

Aqui vai acho eu, o que é pra ser dito, no começo no meio e no tudo deste texto; O palco, o apresentador, a platéia que não pode não contrariar a ideia do programa, o “juri” em shows de “talento” que vangloriado e creditado pela figura máxima do palco – o momento em que o apresentador lambe o saco do cantor que foi lá pra sentar na bancada. O fato de não poder contrariar o show, somente para informar melhor ou corrigir alguma besteira dita, pode implicar em ser cortado. E de novo, e d novo, novos de novos. Para o leigo a figura que fala tem credibilidade pois o tem como figura de certo respeito. “Esse cara sabe o que fala”, pois além de tudo, é o que eu também acho.

Bom, tenho mais coisas a dizer, mas sinceramente, eu to com fome. Se você leu tudo isso, é por que ou eu sou foda, ou você tem paciência. Espero que não concorde comigo e responda nos comentários. Aqui, nos finalmente pra refletir, como repiou o Kamau, “[…]Não precisa acreditar em mim também não[♫♫♫]”.

Se ficou intrigado responda ai a pergunta da semana:

Bom em ir a tv dançar eu sou um leigo, nunca fui, o que fiz no texto acima foi deduzir e induzir a partir de alguns relato de dançarinos, para se e me ajudar responde ai se já foi na Tv participar com dança? Como foi? se não foi pergunte a primeira pessoa que puder o que ela acha que faz um dançarino de sucesso, e diga a ela que não pode associar a tv.

POP!


Mandar um salve pro meu parceiro, filho do Slim Boogie com wagner love, o maior de todos os popis petos, um salve para o Dreew; Feliz aniversário mano, satisfação, cada dia mais feio, mas é o que há. Abraços.

 

euu

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